O plano de marketing é um documento não obrigatório, porém fundamental para o crescimento das empresas, pois por meio dele é possível detalhar as estratégias de divulgação, propaganda e criação da identidade da marca, produto ou serviço. 

Desse modo, pode-se vislumbrar os principais objetivos e quais ações serão realizadas para alcançá-los, além de prever riscos e ameaças.

A elaboração de um bom plano de marketing também colabora para que a sua empresa tenha autoridade no mercado, já que ele permite atrair clientes e o destaque perante à concorrência. 

Sendo assim, grande parte dos empreendimentos investe no planejamento de estratégias, desde pequenos negócios, como uma loja de portas de madeira, até as grandes empresas com presença multinacional.

O plano de marketing serve para os e-commerces?

Sim, o plano de marketing é usado não só por empresas físicas, mas também pelos comércios eletrônicos, os populares e-commerces. 

Afinal, a crescente constante do uso da internet, está incentivando um plano de marketing completo para os comércios eletrônicos.

Ademais, a internet é um espaço de alta concorrência. Por essa razão, é preciso se destacar nesse mundo cada vez mais amplo. 

Hoje em dia, basta pesquisar sobre qualquer assunto, que a internet oferece infinitas possibilidades, conteúdos, informações e dados.

Assim, o plano de marketing para o e-commerce é um dos principais guias de orientação das lojas virtuais, pois ele irá responder questões de sobrevivência do empreendimento, além dos objetivos que deseja alcançar, as características do negócio e os recursos de investimento. 

Por exemplo, empresas de design de interiores que querem ter maior visibilidade da internet, podem colocar isso como objetivo principal no plano de marketing.

Mas, como criar um plano de marketing para e-commerce?

É importante compreender que o plano de marketing irá guiar as principais ações de divulgação do e-commerce, mas não só isso: ele também pode ajudar na definição de produtos, inovações e adoção de estratégias. 

Por essa razão, é fundamental buscar por dados concretos, além de organizar todas as etapas.

Nesse sentido, o plano de marketing é guiado pelos seguintes passos:

  • 1 – Definição de objetivos;
  • 2 – Compreensão do seu negócio;
  • 3 – Definição do público-alvo;
  • 4 – Análise da concorrência;
  • 5 – Escolha dos principais canais de comunicação;
  • 6 – Construção de estratégias de conversão.

Abaixo, confira as especificações para cada uma dessas etapas.

1 – Definição de objetivos

A definição de objetivos é a principal orientação de todo o plano de marketing. Pode ser que o seu e-commerce queira ampliar as vendas, antes de iniciar a distribuição para outras localidades. 

Por esse motivo, é preciso reconhecer o cenário e identificar quais serão os objetivos a curto, médio e longo prazo.

Um e-commerce de confecção de uniformes profissionais pode querer ampliar a conversão dos usuários em leads (potenciais consumidores), principalmente, se a migração para o modo online for recente, pois será preciso conquistar um mercado. 

Caso essa meta for alcançada, o e-commerce poderá modificar e adaptar o plano de marketing, para novos objetivos.

É importante usar dados reais durante a etapa de definição. Por exemplo, se o seu desejo é aumentar 20% das vendas, faça os cálculos com dados da sua empresa. 

Dessa maneira, é mais fácil orientar as próximas etapas, dentro da sua realidade de mercado.

 

2 – Compreensão do seu negócio

Por conta das facilidades da internet, muitas pessoas abrem um e-commerce sem nenhum planejamento, o que resulta em uma alta taxa de fechamento das empresas online. 

Assim, para que o seu empreendimento tenha sucesso, é essencial conhecer bem a área de atuação e definir o seu negócio.

Em primeiro lugar, é preciso definir o que você irá vender. Por exemplo, pode ser mais interessante investir em um negócio de aluguel de impressoras, do que de venda. 

Essas informações são obtidas por meio de uma pesquisa aprofundada de mercado, em que é possível perceber quais são as melhores tendências para a sua área de atuação.

 

3 – Definição do público-alvo

Esse ponto tem grande importância no planejamento, pois com um público bem definido, você consegue direcionar o seu conteúdo com mais qualidade. 

Dessa maneira, é possível divulgar um armário sob medida para banheiro especialmente para os usuários que buscam por esse produto, com maiores taxas de conversão.

Com as infinitas possibilidades da internet, os e-commerces estão visando atingir segmentos cada vez menores, com estratégias de nicho. Isso permite reduzir o número de concorrentes e ter clientes mais fiéis ao seu negócio.

Para definição do público-alvo é preciso ser claro: conheça bem quais são os gostos, preferências, necessidades e os dados demográficos dos seus clientes. 

Uma estratégia é criar personas, que são personagens fictícios, porém feitos a partir dos dados do público-alvo, que humanizam os direcionamentos de marketing, para uma determinada pessoa.

Além disso, traçar um perfil detalhado dos clientes ajuda a sua empresa a entender melhor quem eles são, seus desejos e problemas. 

Com isso, é mais fácil construir um discurso de vendas convincente e que realmente dialogue com o público-alvo.

Ao ter a capacidade de identificar o seu público e uma comunicação alinhada, é possível obter um maior ROI (Retorno sobre Investimento) nas campanhas de marketing. 

Muitas plataformas já disponibilizam recursos otimizados para segmentar os consumidores, dessa forma, oferecendo conteúdos específicos.

 

4 – Análise da concorrência

A análise da concorrência ajuda a sua empresa a entender mais sobre o mercado de atuação, além de perceber quais estratégias têm maiores chances de sucesso. 

Além disso, é possível investir em inovações, ao perceber que um determinado produto e/ou serviço está em falta do mercado.

Por exemplo, você pode oferecer um sistema de conciliação de cartões online, com recursos personalizados, em uma inovação diferente do que é oferecido pela concorrência. 

Isso faz com que o seu e-commerce ganhe destaque e, consequentemente, tenha visibilidade, com maiores concretizações de vendas.

 

5 – Escolha dos principais canais de comunicação

Os canais de comunicação são escolhidos a partir da identificação do público-alvo, análise da concorrência e objetivos da empresa. 

Pode ser que lojas virtuais de material de construção, que ofereçam rodapé de MDF, obtenham melhores resultados com divulgação em blog, do que em redes sociais.

Entretanto, é recomendável que o seu comércio eletrônico invista, pelo menos, nas principais mídias e canais de comunicação, incluindo:

  • Os blogs e websites;
  • As páginas no Facebook;
  • Os perfis no Instagram, Twitter e LinkedIn;
  • O envio de e-mail marketing;
  • Os links patrocinados;
  • As parcerias com influenciadores digitais.

Claro que, cada um dos canais possui suas especificações e custos; por essa razão, o e-commerce precisa verificar quais estratégias são mais adequadas, de acordo com o orçamento e objetivos.

 

6 – Construção de estratégias de conversão

Algumas estratégias são, especialmente, criadas para converter os usuários em leads. Entre elas, destaca-se o marketing de conteúdo.

De maneira resumida, o marketing de conteúdo consiste na produção de materiais e informações relevantes para o público-alvo, com o objetivo de atrair e fidelizar clientes. 

Quer dizer que, diferentemente da publicidade tradicional, o marketing de conteúdo tem a intenção de informar os usuários, sem pedir nada em troca. 

Dessa forma, você tem mais chances de conseguir uma conversão, principalmente, por estar perto do seu público.

O marketing de conteúdo pode ser implementado no e-commerce de maneiras bem simples. 

Por exemplo, uma loja virtual de materiais de construção pode produzir um vídeo ensinando como instalar papel de parede tijolinho. Assim, os usuários são atraídos pelo conteúdo e, sutilmente, direcionados para a compra.

A grande vantagem do marketing de conteúdo como estratégia de conversão está no seu baixo custo de investimento, em comparação com outras ações publicitárias. 

Como resultado, tem-se um ROI (Retorno sobre Investimento) alto, além do preço por cliente ser bastante reduzido.

O marketing de conteúdo é recomendável para empresas que estão em início de carreira, mas também para empreendimentos já consolidados no mercado, mas que desejam ter maior visibilidade. 

No entanto, é imprescindível manter sempre conteúdos atualizados, para que os clientes sejam constantemente informados pelas novidades e, assim, uma boa relação seja mantida.  

Além disso, o marketing de conteúdo também prevê a diversificação de formatos. Ou seja, a estratégia possibilita que o e-commerce invista não só tem textos, mas também, em vídeos, e-books, imagens, infográficos e outros recursos. 

A diversificação é importante para atrair novos usuários, já que muitas pessoas preferem consumir um determinado tipo de formato.

Finalmente, vale dizer que o marketing de conteúdo pode integrar outras estratégias de conversão, como o marketing de relacionamento. 

Com isso, o e-commerce pode ter ainda mais visibilidade no mercado e ganhar notoriedade no mundo digital – itens que são, constantemente, buscados no atual cenário.
Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.
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