Um dos maiores problemas enfrentados pelas empresas que decidem atuar no mundo virtual é, sem dúvida, o do vazamento de dados dos seus clientes. Essa questão pede atenção e soluções práticas para evitar situações de risco para os consumidores. 

Como é sabido, muitas pessoas ainda sentem certo receio de fazer compras virtuais. Em geral, o medo está sempre em ter dados do cartão de crédito clonados, o que gera prejuízos e dores de cabeça. 

Com o passar do tempo, novos mecanismos vão sendo desenvolvidos com o intuito de melhorar esse ponto, de modo que sites dos mais diversos segmentos se tornem seguros o suficiente para que as pessoas tenham confiança de fazer os seus pedidos online. 

Porém, todos os anos ouvimos falar sobre o vazamento de dados de vários e-commerces, o que traz consequências para as empresas, os seus compradores, e para a relação de confiança que surge entre eles. 

Em geral, os dados que costumam ser roubados são aqueles de informações pessoais e do cartão utilizado no momento do pagamento, que serão usados em compras indevidas em outros sites da internet. 

Nesse sentido, um e-commerce que venda materiais de limpeza para empresas, por exemplo, não deve se preocupar apenas com o layout ou a navegabilidade do seu site, mas sim com outros pontos complexos, como a segurança desses dados fornecidos por clientes. 

Justamente por não se tratar de uma ação simples, o vazamento de dados ainda é uma realidade que impacta grande parte das páginas de venda na internet, mostrando que o investimento em mecanismos de proteção é urgente e indispensável. 

A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) surge no cenário com um dos objetivos de determinar como os dados precisam ser tratados por essas empresas virtuais, além de aplicar punições para situações nas quais as pessoas estão sendo expostas a riscos. 

Se você tem um e-commerce e entende a gravidade dessa situação, certamente já se preocupou em encontrar meios de tornar o processo de compra no seu site mais seguro. Por isso, para saber mais sobre o assunto, siga na leitura deste conteúdo. 

A LGPD e o tratamento de dados dos clientes

Quando uma fabrica de moldes de injeção inaugura uma loja virtual, ela precisa se preocupar com uma série de elementos para conseguir atrair clientes. Entre os principais pontos, temos os produtos que serão vendidos, os preços e a apresentação do site. 

Ao mesmo tempo, há outros fatores que precisam ser considerados para a construção de uma página capaz de receber os seus consumidores de forma segura, o que deve ser uma preocupação prioritária em qualquer e-commerce na internet. 

A LGPD, que passou a vigorar em 2020, tem o objetivo de dispor sobre pontos importantes com relação às informações que são inseridas no site no momento da compra. Entre eles estão:

 

  • Dados pessoais;
  • Dados sensíveis;
  • Dados anônimos;
  • Tratamento de dados. 

 

Assim, a LGPD estipula que uma empresa de uniformes ou de quaisquer outros segmentos se adapte para cumprir regras, atuar com responsabilidade e inserir boas práticas no uso desses dados. 

Ainda estão previstas penalidades para aquelas que não se adequarem, como multas que chegam até 2% do faturamento da companhia (com teto de R$ 50 milhões), além de cobranças diárias. 

Essas punições só poderão ser aplicadas pela ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados), que ficará responsável pela fiscalização das obrigatoriedades da LGPD. 

O que a LGPD exige?

A Lei Geral de Proteção de Dados exige que os e-commerces cumpram alguns pontos importantes em uma relação com os seus clientes, de modo que inseri-los na rotina da loja virtual é indispensável.

Consentimento da obtenção de dados

Uma fábrica de camisetas personalizadas que tenha um e-commerce precisa da autorização dos seus clientes para poder usar informações que ele tenha disponibilizado ali. Além disso, ela deve dizer qual será a finalidade do uso deles. 

Isso pode ser feito com um pop-up, por exemplo, que será exibido na página onde os consumidores estão navegando. Para consentir, eles podem fazer a marcação de um checkbox, autorizando o site. 

Os termos e condições do uso da página precisam estar acessíveis e visíveis para os clientes, e precisam ser elaborados para que cumpram as exigências da LGPD. Por isso, pode ser necessário pedir uma revisão jurídica deles. 

Explicação de lista de desejos, cookies e outros

Para tornar a experiência do cliente mais completa no e-commerce de fabrica de mochilas, ou de uma loja que venda roupas infantis, é comum que o site colete cookies, ofereça o preenchimento de cadastro, de formulários e de lista de desejos. 

Isso facilita no oferecimento de ofertas personalizadas, de produtos que podem ser mais interessantes para quando o comprador visita o site e quer conhecer novidades. 

A LGPD regulamenta que os sites devem informar ao público sobre a finalidade do uso desses dados, de modo que as pessoas possam autorizar ou não que eles sejam utilizados em ações da página. 

Cuidado com a manipulação de dados sensíveis

Além dos dados pessoais, é comum que os clientes de empresas de seguros, por exemplo, forneçam dados sensíveis. São eles: orientação sexual, posicionamento político, crenças religiosas ou informações sobre sua saúde. 

Como eles podem ser aplicados com caráter discriminatório, qualquer e-commerce deve tomar um cuidado maior com esses dados sensíveis. Em caso de menores de idade, a coleta ainda exige o consentimento dos pais. 

Nesse caso, todas as empresas devem considerar o grau de sensibilidade dos dados e avaliar a possibilidade de descartar a utilização deles. 

Essas são algumas das principais exigências que a LGPD trouxe para os e-commerces, e cumpri-las adequadamente é a melhor forma de manter a loja virtual dentro da legislação vigente. 

Dicas de segurança para e-commerces

Tal como as empresas de contabilidade que lidam com dados confidenciais de seus clientes, um e-commerce deve saber lidar com as informações oferecidas pelos seus consumidores em qualquer ação que eles efetuarem na página.

Para isso, é possível investir em pontos práticos e eficazes, que vão otimizar a estrutura do e-commerce como um todo. Veja alguns deles a seguir. 

1. Criptografia de dados rigorosa 

A criptografia é um dos recursos mais importantes para manter a segurança dos dados dos clientes. Em geral, é indicado que exista uma camada extra de proteção, como os protocolos SSL e TSL, que reforçam o sigilo das informações. 

O funcionamento da criptografia é bastante simples: ela transforma uma senha básica em um código com letras, números e caracteres especiais. 

Assim, caso ocorra um vazamento, os dados obtidos pelos hackers serão esses códigos confusos, que não podem ser decifrados de modo isolado. 

Por isso, esse é um mecanismo importante para e-commerces e deve ser implementado para garantir a segurança dos dados. 

2. Atualização de sistemas e servidores

Como tudo é dinâmico na internet, é sempre indicado que os sites dos mais diversos tipos sejam atualizados frequentemente, para que as suas funções funcionem de forma adequada. 

Quando se trata de segurança, isso é ainda mais importante, pois novos mecanismos de invasão são criados por hackers constantemente. 

Sendo assim, mesmo que um e-commerce já tenha implementado um sistema de proteção para combater determinados tipos de vazamentos de dados, é possível que novos tenham surgido, o que exige a adaptação das ferramentas de segurança da página. 

Por isso, atualizar servidores e o sistema do site é um dos meios mais eficazes para garantir que o e-commerce estará seguro e que os dados dos clientes estarão protegidos. 

3. Uso de firewall

O firewall é outro tipo de ferramenta que pode ajudar na proteção de dados, uma vez que ele se trata de um sistema que cria uma barreira de proteção na página. 

Isso porque ele aplica uma política de segurança em uma rede de computadores, bloqueando a transmissão de dados e o acesso a conteúdos prejudiciais para a plataforma, sendo assim uma boa opção para e-commerces.

4. Tratamento os dados com consentimento e disciplina 

Qualquer tipo de estabelecimento possui exigências burocráticas, como a abertura de um CNPJ, o encerramento de empresa, a declaração de impostos, e outros processos pertinentes ao seu funcionamento. 

Com a LGPD, tornou-se necessário implementar métodos de segurança para que todos os dados de clientes estivessem protegidos contra ações criminosas na internet, já que elas trazem prejuízos para os consumidores. 

Sendo assim, outra sugestão de segurança que deve ser vista em e-commerces é o tratamento de dados da forma correta, o que implica na solicitação de consentimento dos usuários e na manipulação adequada dessas informações. 

Com isso, a loja virtual consegue que toda a sua base de dados permaneça devidamente segura e que os seus compradores não sejam prejudicados, garantindo o cumprimento da LGPD com sucesso. 

Cuidar da estrutura do site de vendas é fundamental. Por isso, não deixe de investir nas dicas abordadas neste conteúdo e tenha a tranquilidade de saber que as informações do seu e-commerce estarão seguras e os seus clientes devidamente protegidos. 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.