Uma das maiores dúvidas de todo novo empreendedor é na hora de decidir como precificar seus produtos da maneira mais adequada, concorrente e que não gere prejuízos para a empresa. 

Essa dúvida é tida por muitos que, normalmente, arriscam-se em um sonho sem ter muito conhecimento da marca e como o mercado daquele segmento funciona. A precificação de um produto ou serviço deve seguir algumas diretrizes importantes para gerir o negócio.

Assim, não basta olhar o concorrente e adequar o preço sobre a realidade da empresa, o processo é muito mais complexo do que parece. A precificação deve ser elaborada pensando em todos os processos que englobam custos e ganhos.

Somente por meio dessa análise que será possível reunir um valor ideal que possibilite o progresso do negócio.Todos esses processos passam, por obrigação, por meios e estratégias para conseguirem ser construídos. 

 Neste artigo veremos algumas dicas de como precificar seus produtos sem ter prejuízo, além de explicar conceitos e a importância de agregar valor à marca para aumentar a precificação do produto .

Entenda as questões de preço e valor 

Na hora precificar algo como uma bomba de piscina, diversas frentes devem passar pela mente de quem for fazer. Primeiro é preciso entender a diferença entre o valor que o produto ou serviço tem para a vida do cliente e o preço que ele está disposto a pagar.

Preço e valor são composições diferentes de um mesmo sistema, ambos servem para qualificar o produto ou o serviço oferecido, porém um tem o sentido mais voltado para uma quantidade física, ou seja, palpável. Já o outro envolve o sentimento com a marca. 

Começando pela questão de preço: um produto ou serviço devem ser precificados para cumprir os seguintes objetivos:

  • Pagar todos os custos e obrigações;
  • Gerar progresso e resultados;
  • Rivalizar com a concorrência;
  • Caber no bolso do cliente-alvo.

Note que todas as matrizes para precificar um produto ou serviço compõe características unicamente físicas. A receita gerada por meio da venda de produtos como grelhas de inox, é utilizada para cumprir com os objetivos da marca.

Defina o preço do produto 

Os passos são claros, começando pela necessidade de pagar todas as despesas que envolvem a fabricação, produção em massa, mão de obra, transporte, repasse e lucro. Se o produto não for suficiente para pagar todas as despesas e gerar lucro, algo está errado. 

Isso porque, a venda deve gerar progresso e não recesso, independentemente do segmento, desde uma empresa de mochilas personalizadas até uma loja de roupas. Tirar do caixa pessoal para pagar alguma despesa é um sinal vermelho.

Imagine a seguinte situação: você como empreendedor monta toda uma engenheira de produção para vender algum item específico.

Porém, apesar de uma quantidade boa de vendas, não gera lucro para a marca. Algo então está errado e pode ser a subvalorização do produto constituída pelo próprio empreendedor. Veremos isso um pouco mais para frente.

Seguinte com as questões de preço, a margem também deve ser pensada para que exista livre concorrência com os rivais do mesmo segmento. A decisão de adquirir o produto será do cliente, uma vez que a precificação deixará bem claro o objetivo de cada marca. 

Muitos reduzem o preço do produto ou serviço prestado, unicamente por acreditarem que se cobrarem um valor alto não terão clientes, mas número de clientes não está atrelado com receitas geradas. Existem comércios que ganham muito mais com menos clientes.

Saiba qual o valor do produto ou serviço 

O valor de um produto está atrelado diretamente com a disposição que o consumidor tem em pagar o preço solicitado pela marca. Quanto maior a disposição, o entendimento de que aquilo é essencial para ele, maior será o valor dado ao produto. 

Valor alto significa que o cliente pagará o preço que a marca quiser colocar no produto. Então uma marca vende um kit academia ao ar livre preço, pode ser a mais valorizada do mercado, tendo clientes interessados em comprar o produto, independentemente do preço. 

É o que os economistas chamam de valor de mercado. E ele deve ser considerado no momento de precificar algo. 

Conheça o ciclo de vida do produto

Agora que as questões de preço e produto estão resolvidas, é preciso saber que todo o segmento que oferece algo está sujeito ao ciclo de vida do produto e serviço. Existem momentos propícios, onde o valor de mercado está alto e o preço pode ser aumentado.

Da mesma forma que existirá um momento que o valor estará se perdendo e, por isso, o preço deverá ser reduzido na mesma medida, até se estabilizar em um preço final. 

Os ciclos normalmente são:

  1. Pré venda – Valor altíssimo;
  2. Lançamento – Valor alto;
  3. Busca – Valor médio para alto;
  4. Maturidade – Valor médio para baixo;
  5. Decadência – Valor baixo. 

Essa ideia é geral, mas podem ser valorizadas ou não, dependendo do público do segmento. Existem produtos que valorizam com o tempo, como vinhos. Por isso, é preciso entender a realidade que o segmento exerce no mercado. 

Já um fornecedor de flores, tem um tempo limite para sua oferta, pois as flores tendem a murchar. Então, o mercado é dinâmico e isso deve ser respeitado, estudado e observado com constância e sabedoria. 

O valor que é dado ao produto ou serviço não deve ser subvalorizado pelo próprio empreendedor, mas ao contrário, os investimentos realizados devem ser montados para que o valor seja enaltecido, assim o preço do produto aumentará.

Avalie os custos das despesas 

A melhor forma de definir todas despesas é colocando tudo na ponta de um lápis, ou em uma planilha eletrônica. Todo o valor investido deve ser anotado carinhosamente e detalhadamente para a realização da precificação. 

Imagine um vidro laminado temperado, o preço cobrado no produto final deve cobrir as despesas que envolvem toda a preparação e produção. Em seguida a forma como será transportado.

Nesta conta, não entra os gastos pessoais do dono da marca. Jamais o dinheiro do fluxo de caixa deve ser utilizado para pagar despesas pessoais dos donos. Além de antiético, é o primeiro passo para a falência. 

Defina a margem de lucro

A margem de lucro deverá ser pensada de forma responsável e ponderada, pois ela está totalmente atrelada ao preço final do produto. Quanto maior o lucro desejado, maior será o valor final, isso porque a empresa precisa ganhar algo para investir no futuro.

O lucro da empresa não pode ser utilizado para quaisquer ações, ou seja, parte dele deve ser preservado para investimentos e possíveis momentos de perda de renda. A expressão “acumular uma gordurinha” se faz presente aqui. 

Chegou o momento: dê o preço final 

O preço final do produto pode ser idealizado em uma equação simples onde a base para o cálculo deve ser premeditada através de todos os custos gerados para a fabricação e entrega do produto ou realização do serviço. 

A conta pode ser realizada da seguinte forma, imagine que o custo total de todos os trâmites para a venda de portas acústicas, por exemplo, seja em torno de R$100,00

Some 30% deste valor para custear as despesas fixas, como energia elétrica e funcionários. Agora acrescente a taxa de lucro desejada sobre o valor do preço do produto.

Imagine que a marca deseja ganhar 25% do valor do produto final. Então, basta somar os três valores e chegamos a um preço final.

Preço do Produto final (R$ 100,00) +  Preço dos Custos Fixos (R$ 30,00) +  Lucro da empresa (R$ 25,00)  = Valor totalizado (R$155)

Essa conta é uma das formas de precificar um produto. Veja que tudo isso pode ser alterado. Casos como preço de custo mais baixos e rendas fixas menos agressivas possibilitam uma maior taxa de lucro. 

Bônus: Invista na divulgação e ganhe valor de mercado

Após todas as dicas, você pode ter achado baixo a porcentagem de lucro obtida levando em conta a realidade de seu negócio, porém, lembre-se: valores percentuais dependem dos valores fixos.

Existem empresas que lucram 300% sobre o valor final do produto, isso ocorre devido ao valor da marca do mercado. Ou seja, as pessoas fazem questão de pagar muito mais caro pela conquista de experiência única de obter aquele produto. 

Esse tipo de precificação super valorizada só é possível após um engajamento que possibilita um destaque nos meios de busca e compra. 

Por exemplo, um fabricante de fio paralelo, fabricante de artesanatos ou uma confeitaria, todos tem um potencial a ser explorado. Organize suas compras e vendas em um sistema organizado e passe a verificar maneiras de precificar seus produtos.

Trabalhe bastante para que ele seja competitivo e não tenha receio, jogue-se no mundo e ofereça o seu potencial.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.